quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

| IDEIAS PARA A NOSSA FUTURA CASA |

Na casa nova, gostava de ter um piano. Na sala. Para tocarmos os dois. Para desenferrujarmos os dedos e as notas das pautas.
Quando era miúda, aí dos 9 aos 15 anos, andei na música. A Sissi ensinou-me o solfejo, a ler as pautas, a tocar flauta e piano, a ser coordenada e a ter ouvido. Julgo que já nasci (graças a uma costela do meu pai) com ouvido para a música e com noção de ritmo. Ou então, foi porque naquela casa sempre se ouviu música. O meu pai, naquela aldeia que era bem mais aldeia há 30 anos atrás, foi a primeira pessoa a comprar um rádio com leitor de discos e cassetes. Segundo ele conta, para o comprar pediu dinheiro à tia Maria da Luz que depois o devolveu aos poucos. A paixão que ele tinha pela música, era e está mais que provado, imensa. Ao longo de todo este tempo, conseguiu juntar discos e mais discos que os tem guardados ao lado do rádio. Eu já os ouvi todos. Todos mesmo. Alguns mais que uma vez. E cedo aprendi a mexer no rádio e sabia que tinha de ter o maior cuidado com a agulha, que se podia partir facilmente e era cara.
Guardo com saudade as horas que passei ao lado dele. Julgo que somos iguais. Ficávamos em silencio, os dois, a ouvir e a sonhar. Sim, sonhávamos os dois, tenho a certeza.

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

MUITO GOSTAVA EU DE…

Fazer mais uma tatuagem. Já sei o sítio onde quero. Já sei o tatuador que quero. E já sei a tatuagem que quero. Agora só falta coragem.


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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

E ESTE TEMPO QUE SÓ DÁ VONTADE DE COMER

Tenho andado com uma fome descomunal. Tenho-me contido, às vezes, mas sei perfeitamente que os quilos a mais são porque: voltei a comer arroz e massa, e a repetir; voltei a comer umas bolachinhas a meio da tarde; voltei ao meu pão, ao meu adorado pão que é tão difícil resistir. O pequeno-almoço tem sido bastante saudável, com um iogurte magro, uns cereais, tudo polvilhado com sementes de linhaça e umas bagas de goji. A culpa, no meio disto tudo, é do tempo. Neste caso, não da falta de tempo, mas da chuva, e do frio, e do vento.

Ontem afinal não houve corrida. Para além da chuva, estava frio, muito frio. Ficamos por casa e fizemos um jantar m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o. Massa gratinada no forno com frango e legumes. Uma delícia.

Hoje espero que S. Pedro dê umas tréguas, lá para as 19h. Mesmo que não dê, sou capaz de fazer uma caminhada. Porque isto já não se aguenta. E se quero continuar a comer massinha gratinada no forno, então tenho de rever a agenda no que toca a exercício.


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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O QUE VALE É QUE PARECE QUE AS SEGUNDAS ATÉ PASSAM RÁPIDO

E quando dou por ela, já são 5 da tarde. Eh pá, que isto até passou rápido. E ainda bem.
Porque, como já todos sabemos, as segundas são assim aquele dia que não cai bem. Então uma pessoa sai de um fim-de-semana maravilhoso, com direito a dormir até tarde, café em casa de amigos, almoço de domingo na aldeia (e aquele cozido da minha mãe, ai aquele cozido), resto da tarde no conforto do lar com preparação da semana, e depois acordamos e é segunda, chove, está frio. Pois, ninguém gosta.
Por isso, ainda bem que de caminho estou a fazer o percurso para casa. De caminho estou a fazer aquela cara insuportável que faço quando o meu marido diz que é dia de corrida. Porque, imaginai só como eu sou mau feitio, não gosto de correr. Mas faz bem, não é? Pois é, faz bem e eu preciso. E ele é um santo, é o que vos digo. Depois de alguma resistência (diga-se que de nada adianta, pois o marido não desiste facilmente), lá me visto e seguimos viagem até ao estádio. A coisa demora a aquecer. Mas depois aquece e colocamos os assuntos em dia enquanto corremos. Partilhamos histórias, problemas e desabafos do dia. Tudo graças a ele!
Sabeis o que eu gostava? Era de ter o metabolismo daquelas moças giras e de corpos tão bem desenhados. Se bem que, falando mesmo a sério, não acredito que elas tenham uma vida fácil no que toca a aventuras gastronómicas.

A escrita tem sido pouca, é bem verdade e tendes toda a razão. Mas o trabalho não me deixa sequer espaço à imaginação. E depois é mais fácil espetar umas imagens de inspiração de casas do que escrever algo bonito e pessoal.
Mas acreditai que ideias não me faltam. O que me falta é mesmo tempo.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

mãos geladas, pés gelados

E a minha letra fica feia quando estou assim. Mesmo com a caneta favorita, a letra sai torta. Os "às" não são os mesmos "às" e os "esses", uma das letras que mais gosto, não ficam assim redondinhos como deviam ficar. Por esse motivo, não me ponho a escreve na agenda, nem no meu bloco de notas. E tinha tanta coisa para escrever, agora que estava a ler sobre Ingmar Bergman.
Vou esperar que a temperatura da sala suba. Vou buscar um chá, talvez verde. Vou comer uma fatia do bolo de laranja que fiz ontem ao final do dia. Vou andar um bocadinho pelo corredor, longo, a ver se os pés aquecem. Vou abraçar a caneca do chá à espera que as mãos derretam. Mergulhar os lábios na água quente com travo a plantas e esperar que desta forma o corpo comece a aquecer.
Já esteve sol. De manhã esteve sol. Agora levanta-se-me um frio, mesmo muito frio. O céu perdeu os tons de azul e deu lugar aos cinzas, pretos e castanhos.


chãos de madeira





domingo, 19 de janeiro de 2014

QUE VISO EU?

Segundo reza a lenda, em pleno processo de reconquista, um membro de um grupo de guerreiros chegado à cidade, perguntou: «Que viso (vejo) eu?». Desta pergunta, nasceria o nome da cidade.

Ontem visitamos Viseu. Nem a chuva nem o frio nos tirou a vontade de ir conhecer a cidade.

Ouço as gargalhadas dele no sofá, enquanto vê um filme francês a preto e branco.
Eu, eu vejo as fotografias. Penso nas férias que teremos este ano, ainda nada decidido. Julgo que chove lá fora, não sei. Aqui está quente.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O AMOR, SIM, ESSE BEM TÃO PRECIOSO

Tocar-te. sentir-te. viver-te. olho-te. aprecio-te. vejo-te. Ser feliz. ser muito feliz. ser extremamente feliz. por te ter. a ti. todos os dias.
O amor, às vezes, muitas vezes, não se explica. Não há uma fórmula como na química. Não há uma receita como na culinária nem há uma resolução como na matemática.
O amor dá-se. O amor sente-se. É uma caminho que percorremos. De preferência de mãos dadas. É um caminho com rectas, com curvas, com contracurvas. Com piso seco e piso escorregadio. Com paragens a meio do caminho para descansar. Às vezes com velocidade estonteante. Outras vezes em modo slow motion, que é para apreciar bem a vista, ou melhor, vida.
O amor, seja na forma que for, é o que de melhor podemos ter neste mundo.


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[HOME SWEET HOME] 9