sexta-feira, 11 de abril de 2014

Confissões #1

Não sei cozinhar. A sério, não sei mesmo cozinhar. Sei ler receitas e seguir à risca o que dizem os livros da Bimby. Sei colocar o Ipad na mesa da cozinha e ler, passo a passo, para que nada falhe.
No entanto, a cozinha é o meu espaço preferido da casa. Perco-me em imagens de decoração de cozinhas. Sou capaz de ficar horas a ver programas de culinária na televisão. Leio e releio blogues de comida e fico sempre a pensar: como é que elas fazem?
A minha mãe é uma cozinheira extraordinária. Não é mulher de quiches, ou canapés. É mulher de feijoadas, cozidos, cabrito assado. Toda a vida a vi cozinhar, mas nunca tive vontade de participar. Preferia sempre tratar da mesa. Apanhar flores do campo para colocar numa jarra. Fazer guardanapos individualizados na máquina de costura. Limpar os copos até ficarem a brilhar. Alinhar as cadeiras com os pratos. Esperar que os convidados chegassem. Esta parte eu adorava/adoro. Estar à mesa a conversar também gosto muito.
O facto de me meter medo estar na cozinha, faz com que não convide tanto como gostaria de convidar.
Talvez tenha de começar, errar, voltar a fazer. Mas sem nunca desistir. Convidar, experimentar, meter as mãos na massa e deixar que o coração dê tudo aquilo que quer dar e que a alma se acalme no momento de avançar para os tachos.
Tenho a sorte de ter um marido que gosta da cozinha e que muitas e muitas vezes faz deliciosos pratos. Uma jóia de moço, é o que vos digo.
Talvez a solução esteja nisto: ele trata da comida e eu da decoração da mesa!
Olhem que isto de confessarmos o que nos vai na alma ajuda...

E porque hoje é sexta #1


fe•li•ci•da•de
(latim felicitas, -atis)
substantivo feminino

1. Concurso de circunstâncias que causam ventura.
2. Estado da pessoa feliz.
3. Sorte.
4. Ventura, dita.
5. Bom êxito.

a felicidade eterna
• A bem-aventurança.

"felicidade", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/felicidade

Aproveitar o fim-de-semana para descansar, cortar o cabelo, levar o Freddy ao veterinário, ler ou começar a escrever qualquer coisa. Aproveitar os dois dias que se seguem para relaxar, caminhar por um sítio novo, tirar fotografias com a máquina a sério (que isto do telemóvel até nos faz esquecer a nossa máquina grande e pesada). Aproveitar a Primavera que decidiu finalmente chegar para passar mais tempo na aldeia, abraçar a prima Inês, apanhar e trazer para a cidade tudo o que a terra nos dá, ouvir o sino da capela a chamar para a missa de sábado à noite.
Saudades tuas, é o que vou sentir. Muitas.

imagem daqui

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O amor nunca caberá num post

E muito dificilmente dentro de todo o nosso ser. Porque o amor é mais do que simples palavras. É mais do que uma simples palavra.
Quando revejo em rápidos frames o nosso percurso, sei que demos todos os passos certos lado a lado. Sei que falamos a mesma linguagem. E sei que juntos tivemos, temos e teremos os mesmos sonhos.
Pequenos gestos e pequenas lembranças dão o impulso exacto para subirmos todos os dias mais um degrau. Degraus esses que me fazem sempre lembrar a árvore de feijões do João, que subiam até ao céu.
Não possuo fórmulas secretas. Não tenho ensinamentos assim tão grandiosos para dar. Mas sei que a base de tudo reside na confiança, no respeito, no carinho e da delicadeza com que tratamos muitas das situações. No querermos que aquela pessoa seja tão feliz quanto nós.
Talvez eu nunca consiga escrever sobre o amor. Mas talvez consiga demonstrar sempre o meu amor.


imagem daqui


segunda-feira, 7 de abril de 2014

O nosso Freddy é o cão mais amoroso do mundo

Fomos buscá-lo no domingo de manhã, a casa da Dora. Dos 6 irmãos, este foi o quarto a abandonar a casa. Ainda ficaram 2 cadelinhas que são de derreter qualquer coração.
Portou-se tão bem no carro, ora a dormir, ora a querer espreitar lá para fora. Quando chegamos a casa dos meus pais, coloquei aquelas patinhas brancas e imaculadas no chão e disse-lhe: “Bem vindo Freddy”!
Brincou; correu; farejou tudo; comeu; bebeu água; tentou fazer amizades com o gato; habituou-se ao som do cacarejar das galinhas; dormiu nos meus pés enquanto almoçava; fez poses para as fotografias; pediu mimos e mais mimos. Fiquei com saudades dele.
O meu irmão hoje contou-me que ele ficou a dormir no meu quarto, e eu fiquei feliz. O meu quarto, é o quarto dele. E que se portou muito bem durante a noite.
O nosso Freddy é o cão mais querido do mundo :)





sexta-feira, 4 de abril de 2014

A voluntária que há em mim

Nestes últimos anos já tive oportunidade de fazer voluntariado em sítios que tinham tanto de maus como de maravilhosos.
Quando fiz 18 anos, quis ser dadora de sangue e medula óssea e, prontamente, me apresentei no Centro de Histocompatibilidade do Norte. Depois não deu. Não só porque quase desmaiei (fraquinha) como me foi detectada anemia. Lá tive eu de tomar comprimidos, comer bifes Wellington e fígado de cebolada (que, diga-se, adoro). Passou. Agora tirar sangue só mesmo para análises.
Depois decidi ir para a oncologia pediátrica do Hospital de S. João, no Porto. A experiência foi para lá de gratificante. Foi dar o jantar a meninos que só vi uma vez (era proibido perguntar por eles caso não estivessem lá na semana seguinte); foi ver dezenas de episódios do Noddy e do Ruca sempre em repeat; foi proporcionar às mães um jantar mais calmo, mesmo que fosse no hospital, ficando a nosso cargo dar mimo às crianças enquanto os pais estivessem fora; foi vestir-lhes o pijama e desejar-lhes boa noite. Saía de lá com o coração cheio,  de amor e gratidão.
Passei pela escola primária do bairro S. João de Deus, no Porto, e falei sobre A Família. Conceito que muitas destas crianças desconheciam. Mas quando me agarravam as pernas, me abraçavam não querendo largar, me diziam com aqueles olhos pequeninos, pequeninos: “gostamos tanto de si!”, eu sabia que afinal “a família” para eles era eu, e era a professora, e o guarda que ficava no portão de ferro, e a senhora Lídia da cantina que lhes servia o almoço.
Mais recentemente, estive numa escola primária na Maia a debater o tema Comunidade. Experiência muito diferente da anterior, mas igualmente positiva. Aqui o desafio era falar-lhes do Estado e do seu papel; das profissões; do significado de negócio. E as crianças, no alto dos seus 7 anos, ouviram, responderam e fizeram-me acreditar que afinal há futuro.
Ainda não fiz nada, comparado com o que gostava de fazer. Sinto que ajudei só um bocadinho daquilo que todos podemos ajudar. Basta querer. Querer com muita força. Tempo? Arranja-se sempre algum. Basta querer. Querer com muita força.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A promessa da escrita ficou em modo “águas de bacalhau”. Está mas é na altura de passar ao cozinhado.

Quando fiz a Oficina de Escrita com a Dora, prometi que iría escrever mais para a escrita se tornar melhor. E prometi a mim mesma passar para o papel tudo aquilo que fica guardado no meu peito, bem como as aventuras e desventuras desta vida que tem tanto de normal como de simples. Ora, como se tem reparado, nada disto tem acontecido. Ou porque tenho muito trabalho durante o dia. Ou porque tenho muito sono à noite. Só desculpas. Mas se há coisa que aprendi foi que nada pode servir de desculpa para não escrever. E que temos sempre de arranjar tempo para tão delicioso passatempo que é este da escrita criativa. 
Por isso, aproveitando uma conjugação de factores que se apoderaram de mim hoje (tempo, inspiração, paciência, assunto), aqui estou eu de novo. Para vos contar como têm sido os meus dias. Para vos dizer que o nosso cãozinho está quase a chegar a casa. Para vos informar que vou perseguir um sonho que tenho e que começou a dar os primeiros passos.
Às vezes, acontece tanta coisa ao mesmo tempo que nem sei como abordar cada assunto. Por isso, vamos lá com calma, método e organização (tão típicos da minha pessoa) e façamos disto um diário, um bloco de notas, um caderninho de apontamentos, uma Escrita Habitual, uma Oficina de Escrita, não é Dora? ;)

créditos da imagem

segunda-feira, 24 de março de 2014

directamente da aldeia para a aldeia

É esse o percurso que o pequeno e ternurento cãozinho vai fazer para chegar à sua nova casa.
A ideia é dar um novo cão aos meus pais, e irmão, depois da partida do velho Billy que viveu connosco 14 anos. Apaixonei-me pelas imagens da Dora, aqui, e decidi ir visitá-los. Fiquei ainda mais apaixonada.
O pretinho irá viver lá em casa, na aldeia, e será feliz, muito feliz. A Dora deu-lhe o nome de Max. Mas eu já ando a magicar outros nomes para dar ao pequenito.
Já fiz uma lista de compras com todas as coisas que o quero brindar quando ele chegar.
E agora só falta mesmo aguardar pela próxima visita à aldeia da Dora e trazer o cãozinho mais fofo, lindo e ternurento da ninhada da Bela.
Pequerrucho preto, estamos ansiosos à tua espera!




sexta-feira, 21 de março de 2014

E porque hoje é dia mundial da poesia, eu também quero escrever uns versos

Depois dos cházinhos da Lipton,
Já andei pr’ aí a ler
Quais as novidades que as bloguers
Andam agora a receber.

A Finish Power&Pure para começar
E as pastilhas para a louça tão naturais.
Dizem que não tem aditivos nem outras coisas
Eu cá acho que são promessas a mais.

Depois vi pais com Paez
Os sapatinhos para levar para a praia
Ai são para andar na rua?
A Fanny usava-os para ir para a gandaia.

Falemos também da Nespresso
Que máquinas de café andou a oferecer.
Logo eu que queria tanto uma.
Comprarei quando o salário receber.

Por tudo isto constatei
Que voltei a ser uma excluída
No correio nunca receberei
Novidades das marcas da minha “bida”


Texto escrito sem qualquer parceria com as marcas