segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Retalhos do fim-de-semana

No fim-de-semana tivemos chuva, vento, trovoada mas também um sol quente que nos revigorou a alma.
Domingo ao fim do dia fomos até à praia. Estava maravilhosa. Enquanto ele se atirava sem parar para as ondas, com o mar numa temperatura incrivelmente boa, limpando a alma e todo o cansaço do fim-de-semana cheio de actividades boas, eu enterrava os pés na areia e acolhia este sol tão bom, pensando que às vezes não é preciso muito para se estar feliz.
 
 


 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Da vida que passa e das pessoas que gostam de viver

Viver não é fácil. Melhor, às vezes viver não é fácil.
Nem sempre tudo corre como queríamos. Nem sempre acordamos com a melhor das disposições. Nem sempre aquilo que dizemos é interpretado da melhor forma. Nem sempre as portas se abrem quando queríamos ou a estrada é plana e sem buracos.
Os dias não são todos feitos da mesma forma. Assim como um bolo que nunca sai da mesma maneira, também os dias têm os seus picos altos e baixos. Mas cabe-nos a nós tentar mudar isso. Nunca ninguém tem tudo. Nunca. Falta-nos sempre qualquer coisa. Mas isso é bom. Felizes os que não se acomodam, os que procuram sempre mais qualquer coisa, os que vivem com aquela angústia – boa – de que podem ser melhores, fazer melhor, viver melhor.
Ser triste e entristecer é bastante diferente. Por vezes entristeço, mas não sou uma pessoa triste.
Rodearmo-nos de pessoas felizes ajuda, ajuda muito. E fazermos (tentarmos fazer) os outros felizes também. Por vezes esquecemos que o maior dom da vida já temos, é nosso, é unicamente nosso: a Vida. E o que fazemos com ela depende exclusivamente de nós.
Todos os dias subimos e descemos patamares. Todos os dias temos de lidar com diferentes sentimentos, situações, pessoas. Todos os dias somos postos à prova.
Viver não é fácil. Nunca ninguém disse que era. Mas eu acho que com uma boa dose de humor, paciência e um amor grande ao nosso lado, é possível viver feliz (e agora com um amor ainda muito pequenino a nascer para nos fazer sorrir todos os dias)!
 
 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

15 semanas

Ainda não comprei nada para o/a pequeno/a puqui.
Digamos que a nível de compras, tem sido mais para a mãe, que não cabe nas calças.
Gostava, gostava mesmo, que a primeira prenda que lhe comprássemos fosse um livro. E que todos os livros que lhe comprássemos tivessem uma dedicatória nossa. Algum simples, mas que mais tarde poderá ler.
Sei que será difícil resistir às roupinhas que são só a coisa mais fofa que existe. Mas vamos com calma, que isto ainda agora começou.
Esta semana é a consulta das 15 semanas.
 
 
imagem via pinterest
 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Esperar que o tempo passe rápido, bem rápido

Está a ser a semana mais comprida que me lembro. Os minutos parecem horas, as horas parecem dias. Quando me deito, demoro tempo a adormecer, não saio nunca do meu lado da cama. Fico ali, quietinha, virada para a esquerda (dizem que se deve dormir assim por causa do bebe), e espero que o sono venha. Mas abraço a tua almofada. De manhã fico na cozinha, a olhar calmamente para o dia que amanhece. Sento-me no teu lugar. É aí que tomo o pequeno-almoço. No banho, lembro-me das tuas cantorias de manhã, da boa disposição que se vive nesta casa. Ao jantar volto a sentar-me ali, para te sentir mais perto.
A saudade fortalece o amor e o amor vive destes momentos, em que temos de esquecer o relógio e concentrar-nos no dia a dia. Pensar que é/foi apenas uma semana. 
Sexta está a chegar, eu sei :)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Um dia vais ser mãe: parece que chegou o dia!

13 semanas e 4 dias.
13 é um número mágico, carregado de sorte. 4 é o meu número favorito, porque tanta coisa aconteceu num dia 4.
Este é o tempo da minha gravidez.
Como tem sido? Bastante calma, sem enjoos, sem azia, sem muitos medos. Tenho tido cansaço, isso sim. O sono agora já está mais controlado. Agora subir (escadas, ruas, passeios), subir deixa-me sem fôlego.
Ainda não sabemos se é menina ou menino. Sabemos e sentimos que é um momento muito especial. E por isso, para que tudo fique ainda mais eterno, decidi partilhar este nosso segredo aqui.
Setembro significou sempre para mim o início de tudo. Este ano, Setembro significa o início do 2º trimestre, o início de um sonho concretizado, o início de uma nova vida que está a nascer. E eu não podia ter pedido a Deus melhor começo que este.

Nota: desculpem a minha ausência. Foram 3 semanas de férias sem ligar muito às tecnologias.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Provérbio aborígene


“Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem.
O nosso objectivo é observar, crescer, amar… E depois vamos para casa.”


 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ainda sobre o tempo

E uma grande lição para mim, que acho sempre que o tempo tem de dar para tudo. Que fico nervosa e desiludida quando não consigo fazer tudo a que me proponho.
 
"É-nos dito e repetido que o tempo bem aproveitado é um contínuo, tendencialmente ininterrupto, que devemos esticar e levar ao limite. A maioria de nós vive nessa linha de fronteira, em esforçada e insatisfeita cadência, a desejar, no fundo, que a vida seja o que ela não é: que as horas do dia sejam mais e maiores, que a noite não adormeça nunca, que os fins-de-semana cheguem para salvar-nos a face diante de tudo o que fica adiado. Quantas vezes damos por nós a concordar automaticamente com o lugar comum: "Precisava que o dia tivesse quarenta e oito horas" ou "precisava de meses de quarenta dias". Desconfio que não seja isso exatamente que precisamos. Bastaria, aliás, reparar nos efeitos colaterais das nossas vidas sobrecarregadas, no que fica para trás, no que deixámos por dizer ou acompanhar. Sem darmos bem conta, à medida que os picos de atividade se agigantam, as nossas casas vão se assemelhando a casas devolutas, esvaziadas de verdadeira presença; a língua que falamos torna-se incompreensível como uma língua sem falantes no mundo mais próximo; e mesmo que habitemos a mesma geografia e as mesmas relações, parece que, de repente, isso deixou de ser para nós uma pátria e tornou-se numa espécie de terra de ninguém.
 O ponto de sabedoria é aceitar que o tempo não estica, que ele é incrivelmente breve e, que por isso, temos de vivê-lo com o equilíbrio possível. Não nos podemos iludir com a lógica das compensações: que o tempo que roubamos, por exemplo, às pessoas que amamos, procuraremos devolvê-lo de outra maneira, organizando um programa ou comprando-lhes isto ou aquilo; ou o que retiramos ao repouso e à contemplação vamos tentar compensar numas férias extravagantes. A gestão de tempo é uma aprendizagem que, como indivíduos e como sociedade, precisamos de fazer.
 Nisto do tempo, por vezes, é mais importante saber acabar do que começar, e mais vital suspender do que continuar. [...] Aceitar que não atingimos todos os objetivos que nos tínhamos proposto. Aceitar que aquilo aonde chegamos é ainda uma versão provisória, inacabada, cheia de imperfeições. Aceitar que nos faltam as forças, que há uma frescura de pensamentos que não obtemos mecanicamente pela mera insistência. Aceitar porventura que amanhã teremos de recomeçar do zero e pela enésima vez.
 Creio que o momento de viragem acontece quando olhamos de outra forma para o inacabado, não apenas como indicador ou sintoma de carência, mas condição inexcusável do próprio ser. Ser é habitar, em criativa continuação, o seu próprio inacabado e o do mundo. O inacabado liga-se, é verdade, com o vocabulário da vulnerabilidade, mas também (e eu diria, sobretudo) com a experiência de reversibilidade e reciprocidade. A vida de cada um de nós não basta a si mesma: precisaremos sempre do olhar do outro, que é um olhar outro, que nos mira de um outro ângulo, com uma outra perspetiva e outro humor. A vida só por intermitências se resolve individualmente, pois o seu sentido só se alcança na partilha e no dom."
in O Hipopótamo de Deus
- José Tolentino Mendonça -
 
A inspiração vem daqui, de um blog que adoro.