quinta-feira, 29 de outubro de 2015

CELEBRAR

17 de Outubro. O dia amanheceu quente, sem chuva. As previsões pincelavam o céu com nuvens escuras, com raios de trovoada e o alerta previa-se na cor amarela. Acordamos cedo, como de costume. A Sofia, sempre sorridente, sempre de bem com a vida, nem imaginava o grandioso dia que seria.
Às 15h00, hora de sairmos para a igreja, começou a chover, mas o calor manteve-se. O vento soprava forte, mas não era mais forte que a nossa vontade de fazer daquele dia um dos dias mais bonitos da nossa vida. A missa foi como ansiavamos, bela, emotiva, íntima. Ela não chorou, não reclamou, nem quando o padre lhe despejou quase toda a água benta pela cabeça abaixo. A festa foi como planeamos, divertida, com boa comida e em excelente companhia. As quase 130 pessoas que convidamos chegaram ao fim do dia felizes. E nós, com a nossa pequenina nos braços, cansada, estafada, cheia de sono, fomos os últimos a abandonar, já passavam das 23h30.
Chegamos a casa com a sensação de dever cumprido. Foram algumas semanas a preparar este dia. Foram muitos telefonemas, muitas pesquisas, algumas compras. Mas tudo correu bem. Só podia correr bem.
Deitamos a princesa, demos-lhe um beijinho na testa benzida e apagamos a luz. Acendemos a nossa, a luz que nos guia e nos proteje e nos diz que estamos no bom caminho. Juntos, com toda a certeza que assim somos mais fortes. Os 3, agora que somos 3.









sexta-feira, 23 de outubro de 2015

SENTIR

Belinda, Belinda, como são sábias as tuas palavras. Como me identifico com a paz, amor e ternura do que escreves. Correria de vida esta, quando na natureza encontramos tudo o que precisamos.



Filha, se puderes, fica. Fica neste país que é tão lindo. Fica, mas também podes ir, podes ir para onde queiras ir. Podes viajar, conhecer o mundo, mas antes de mais conhece-te a ti própria. Não viajes para tirar fotografias a viajar, viaja sim para dentro de ti, conhece-te através do mundo, das pessoas e dos lugares.

Filha, se puderes, fica. Fica, mas desliga a televisão. Quando puderes liga-a, mas liga-a apenas para veres a rtp2, não, desliga, desliga porque até aí, a cultura desapareceu. Se puderes, nunca vejas um telejornal, porque aí as pessoas vivem de emoções, porque aos veres o telejornal, não vais ser feliz, vais apenas viver as emoções dos outros, e não vais puder mudar o mundo. Se puderes, vai antes para a horta e aprende com os mais velhos o que eles melhor sabem fazer nesta terra onde cresceste, aprende a cultivar o que vais levar para a tua mesa. Aprende a viver os dias em ritmo com a natureza, com a lua e com o sol. Aprende a ser feliz e a mudar o teu próprio mundo. Vive apenas a tua vida e nunca a vida dos outros. Se puderes lê muitos livros. Nos livros cabe toda a sabedoria do mundo. E escolhe aqueles que te façam mais feliz e que ensinam que a chuva e os dias cinzentos também fazem falta.
 
Filha, se puderes, vê o sol nascer todos os dias e se puderes chega sempre cedo a casa, cuida dos teus e sê feliz com eles, não procures na rua a aprovação dos outros. Se puderes, vai ao teatro, ao cinema, aprende uma arte qualquer e, se puderes, partilha-a com os outros. 
 
Se puderes, sê feliz, não esperes que o teu país te faça feliz. A felicidade não está num lugar, a felicidade parte de ti em direção ao lugar onde estás. Podes procurar todos os lugares e, em todos eles, irás encontrar alegria e tristeza. Tu és quem terá de escolher com qual das duas queres viver. Mas se puderes viaja, se puderes fica. O nosso país é tão lindo, nele vais conhecer pessoas maravilhosas, paisagens fabulosas, tradições que valem a pena. Se puderes não te envergonhes do país que tens. Mas, se puderes, procura a verdadeira cultura que existe nas pessoas mais simples. Procura dançar as danças de roda, procura cantar as modas alentejanas, procura viver as tradições dos lugares onde vives. Nunca te envergonhes a dançar. Dança sempre como se toda a gente estivesse a olhar para ti e fá-los dançar contigo.

Filha, se puderes, fica. Os teus pais ficaram e escolheram uma forma mais simples de viver. Vivem sem luxos, vivem mais do amor do que do dinheiro e são felizes. A verdade é que fazem aquilo que os faz mais feliz e vivem sem pressas e com os sonhos nos braços. Vivem como se o agora fosse o mais importante. Mas filha, se puderes, vai, vai e procura o conforto, ele poderá fazer-te feliz, mas nunca te fará tão feliz quanto o amor. 
 
A verdade é que poucas pessoas entenderão o que os teus pais querem dizer, mas filha, se puderes, procura-te, vai bem dentro de ti e percebe todas as mágoas que porventura te deixámos. Trá-las todas cá para fora e deita-as ao mar ou à terra, nunca ao vento. Chora sempre que tiveres de chorar e ri em voz alta para toda a gente rir contigo. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

VESTIR

Não está frio, ainda não está frio. Sente-se por vezes uma brisa quente. As noites ainda não são cobertas pelas mantas. Dá, em alguns dias, para andar de sapato sem meia.
Por mim, hoje era assim:

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

acelerar


a·ce·le·rar
(latim accelero, -are)



verbo transitivo
 
1. Tomar gradualmente mais rapidez.
2. Aumentar a velocidade ou a rapidez. = APRESSAR, APRESSURAR
3. Diminuir o tempo de espera ou de duração. = ABREVIAR, APRESSAR
4. Tornar mais intenso ou mais estimulado. = ACTIVAR, ESTIMULAR, INTENSIFICAR
 

 
Vivemos numa aceleração, e isso não é novidade para ninguém e poucos são os que não vivem. Vivemos porque queremos, porque não existe outra forma, porque os tempos modernos são assim? Talvez. Obviamente que não queremos este estilo de vida. Eu sei que existe muita gente que gosta, que fervilha por dentro quando as agendas transbordam, que só se dão bem com a vida completa. Também eu gosto de preencher a minha agenda. Mas existem formas de conseguirmos abrandar a correria louca e termos uma vida completa. E o que entender por uma vida completa? Difícil, não? Aqui também cada um tem a sua perspectiva. Portanto, vou dar a minha visão, a forma como eu gostava/imagino/sonho que seria uma vida perfeita. Não quer dizer que eu não tenha uma vida perfeita, porque até acho que tenho, nem quer dizer que muitas destas coisas eu não faça, porque faço, mas vou sonhar um bocadinho e fazer uma espécie de agenda, imaginária, se calhar difícil, mas perfeitamente possível na minha cabeça e nas pontas dos meus dedos enquanto escrevo.
 
7h00, acordar. Abrir a persiana e deixar entrar os primeiros raios de sol. Espreguiçar, agradecer pela vida, parar 1 minuto para meditar. Ir para a cozinha preparar o pequeno-almoço. Mesa posta de véspera, bonita, com toalha de linho e louça branca, flores numa jarra. Os 3, naquele silêncio que é necessário pela manhã. Sem televisão, com a primeira luz a acompanhar as primeiras palavras do dia. Tomar banho, rápido, um duche. Espalhar creme pelo corpo, não esquecer o rosto que precisa urgentemente de um anti-rugas, um bom anti-rugas. Vestir uma roupa bonita, pensada, e não a primeira que nos aparece à frente. Passar levemente um pó pela cara, um pouco de perfume. Noutros dias, colocar aquele baton vermelho.
8h00, sair. Deixar a pequenina na avó. Saber que ela fica sempre bem. Conduzir calmamente até ao trabalho.
8h30, café. Tomar o primeiro café da manhã. Começar a ler emails, responder, reencaminhar. O tempo passa, o trabalho fica feito.
16h00, voltar a sair, desta vez para casa. Ir buscar a pequenina, dar-lhe o lanche. Lancho eu também. Ir passear pelo bairro com ela. Comprar pão quente. Voltar a casa. Começar a preparar o jantar. Pensar em coisas boas, apetitosas. Cozinhar. Gostar de cozinhar.
18h00, o marido chega. Beijinhos e interrogações sobre como correu o dia.
19h00, dar banho à pequenina. Vestir-lhe o pijama, dar-lhe o leitinho e com um beijinho a deitamos.
19h30, agora nós. Banho relaxante, muito rápido, deve servir apenas para retirar “o dia” de nós e permitir que entre “a noite” em nós. Os dois na cozinha, um copo de vinho na bancada, forno ligado e o jantar quase pronto.
20h00, jantar. Silêncio, sem televisão. Falamos sobre o dia, sobre o próximo dia, sobre preocupações e suas soluções. Apertamos a mão um do outro e renasce a esperança que precisamos.
21h30, sofá. Agora sim, a televisão. As nossas séries preferidas, outras vezes programas que puxamos para trás.
22h30. Deitar. Ela dorme. O anjinho dorme bem à noite. Só acorda às 7h00, hora em que tudo o que escrevi recomeça.
E assim a vida é completa.
 
(vamos, por uns instantes, esquecer que no meio desta agenda existe o lavar roupa, estender roupa, passar a ferro, lavar louça, não ter grande experiência na cozinha, não saber o que fazer quando ela chora, apanhar os brinquedos do chão que ela insiste em atirar, mudar fraldas, limpar vómitos, não conseguir secar o cabelo porque ela tem medo do barulho, não conseguir passar a sopa porque ela tem medo do barulho, transito, roupa manchada pelas bolçadelas, cara sem creme há 2 dias. Vamos esquecer por uns instantes.)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

aceitar

Faz-me bem ver fotografias de pessoas a sorrir, de festas no campo ou na floresta, com candeeiros e luzes a iluminar a vida.
Faz-me bem ler palavras positivas, cheias de esperança no mundo, palavras que quando leio o mundo sorri, as nuvens afastam-se, a chuva pára, o sol brilha com toda a força.
Faz-me bem ouvir pessoas cheias de força, daquelas que não se cansam de dizer “vai correr tudo bem” ou “isso não é nada” ou “vai passar”.
Gosto de ler aqueles meus blogues onde encontro sempre palavras doces, sensatas, de vidas normais com pessoas normais. E por tão simples que são, encaixam sempre na perfeição no momento que estou a viver, na situação que estou a passar.
O dia está lindo, diria até maravilhoso. Está sol, um sol suficientemente forte para aquecer os corações mais tristes. Um céu incrivelmente azul que nos deixa a sonhar e nos trava as lágrimas que por vezes querem escorrer pela cara cansada, triste e cheia de novas rugas que vão entretanto surgindo. Há quem lhes chame rugas de sabedoria mas eu diria que são rugas de preocupações.
Ter um filho é isto mesmo. É viver para ele. Sofrer quando ele sofre, chorar quando ele chora, sorrir quando ele sorri. E como sorri a minha filha. Doce, alegre, bem-disposta, é um anjinho.
Tomo um café, e como me sabe bem o café. Abro o caderno que comprei à Rosa e Canela onde leio “Positive Life”. Faço as listas do costume, os pontos essenciais para o baptizado. Respiro fundo, endireito as costas, escrevo com a minha caneta preferida. Faço planos para o futuro. Tento não fazer muitos. Tento viver os dias um de cada vez. Já pensei muito a longo prazo, agora não. Agora tento (por vezes não consigo, mas lá está, tento) viver de forma mais tranquila e pensar só no dia de hoje. E no de amanhã, pronto.
 

 
 
Sofia, quase quase 7 meses. Adora a papa que lhe dou ao lanche. A sopa é que é mais complicado. Alergia à batata, à cenoura? Ainda não sabemos. Sorri para toda a gente, adora passear e colo. Já se senta, durante alguns longos segundos. Depois estica-se e cai para o lado. Leva o dedo do pé à boca. Ri-se às gargalhadas quando finjo que a vou enfiar pelo espelho.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

perfeição

per·fei·ção
substantivo feminino

    1. Acto de acabar ou aperfeiçoar alguma coisa.
2. O grau de excelência, bondade ou beleza a que pode chegar alguma coisa.

"perfeição", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
 
A Maria João Clavel escreveu e eu aplaudo de pé. Vivo angustiada com este estado de perfeição. Penso sempre que não sei fazer bem, não estou a fazer bem. Quero ser sempre a melhor, a maior. Ter respostas para tudo, no tempo certo, na altura certa. Obviamente que isso não é possivel, nem tão pouco fácil. Somos mulheres, humanas, feitas de carne e osso. Erramos, fazemos de novo, melhoramos.
 
Podemos ser melhores? Podemos.
Somos perfeitas? Não.
Sabemos tudo? Nem pensar.
Somos o melhor que sabemos e podemos? SEM DÚVIDA.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

baptizar

bap·tis·mo |bàt|
(latim baptismus, -i, do grego baptismós, imersão)
substantivo masculino
1. Imersão ou aspersão de água que as igrejas cristãs consideram como o primeiro dos sacramentos. (Na Igreja católica também o baptismo dos sinos, dos navios, das pontes, etc.)
2. Acto de baptizar.
3. Acto de pôr nome a pessoa ou coisa.
4. Primeira experiência numa actividade ou no conhecimento de algo. = INICIAÇÃO
5. [Figurado]   [Figurado]  Adulteração dos vinhos e do leite, deitando-lhes água.

"batismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
 
Agora que definimos a data para o baptizado, seguem-se dias de alguma agitação para tratar de tudo o resto. Tenho uma lista, aliás, tenho um caderno onde vou escrevendo e apontando coisas que me lembro e outras que são importantes para este dia. O objectivo é que seja um dia entre amigos, num ambiente descontraído, numa cerimónia simples e bonita. Tinha pensado numa espécie de piquenique, com toalhas e almofadas no chão, com mesas corridas e cadeiras espalhadas. Nada de sítios marcados, nada de mesas redondas com flores a ornamentar o meio, nada de gravatas, porque a festa é de uma criança. O problema é se chove. E se chove há que ter um plano B. Mas vamos por partes. Padrinhos convidados. Data e igreja escolhida. Esta semana vamos tentar encontrar o sítio para os comes e bebes. Entretanto, na minha lista de fornecedores, já contactei a Rita da Catita Illustrations e a Ana do Petiscos e Miminhos. Gosto e identifico-me com o trabalho delas.
Ando a passear pelo Pinterest em busca de ideias.
 












 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

simplificar

sim·pli·fi·car
verbo transitivo
1. Tornar simples ou mais simples.
2. Tornar menos complicado.
3. Reduzir a termos menores (fracção).
verbo pronominal
4. Tornar-se simples ou menos complicado.

"simplificar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

 
Confúcio dizia que “o homem que é firme, paciente, simples, natural e tranquilo está perto da virtude”. Mas tudo isto se torna confuso quando não sabemos como.
A vida que idealizei para mim, ainda miúda, deitada nos campos amarelos de trigo a ouvir os grilos entra e sai da toca e de pés descalços para sentir a erva seca a estalar por entre os dedos queimados pelo sol e escuros pela terra, não está muito longe daquela que sonhei.
Sonhadora nata, com mais caminhadas pela lua do que pelo chão de lousa negra da cozinha, fazia grandes filmes sobre casamentos, filhos, casas, empregos. Queria casar-me na igreja com um véu de renda. Queria ter 3 filhos. Queria uma casa com jardim atrás, espaço para um baloiço e umas ervas aromáticas. Queria um emprego das 9h às 6h numa secretária (sim, eu sei que provoquei urticária aos meus leitores trabalhadores freelancer, que eu admiro imeeeeeeenso, mas era realmente isto que eu desejava). Vistas as coisas, consegui tudo, à exceção dos filhos que ainda só tenho uma. Ainda.
Não fui habituada a ter tudo. Muito longe disso. E ainda bem. Restava-me a imaginação e muitas horas a olhar para o céu para fazer muitas conquistas. O verão que durava 3 meses era passado nas praias de Gaia (tão longe de casa mas as mais próximas), na casa da avó, nas explicações da tia Susana a fazer cópias, ditados e a tabuada até aos 9, a apanhar pinhas para o Inverno, a fazer cross com o meu irmão na bicicleta que ganhei na comunhão, a brincar às escondidas até às 10 da noite (hora limite para evitar o chinelo da minha mãe). A vida era simples, mesmo muito simples. Éramos crianças a valer.
Agora que sou crescida, no alto dos meus 1.64cm, e a ver crescer uma filha, só gostava que a vida fosse mais simples. Sim, eu sei que a nossa vida é aquilo que fazemos dela, mas às vezes não dá, às vezes é bem complicado, às vezes não sabemos para que lado nos virar, qual polvo tonto que perdeu o seu caminho.
Simplificar é difícil, mas não impossível. É este o meu lema e é esta a minha missão para o futuro. Não esquecer nunca de onde vim, onde estou e para onde vou.

 
 
Nós, os nossos pés, a nossa praia, o nosso amor, o nosso norte de água gelada.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

recomeçar


re·co·me·çar - Conjugar
verbo transitivo e intransitivo
Tornar a começar. = REINICIAR

"recomeçar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013,
 
Setembro. Toda a gente fala do recomeço que é Setembro. Toda a gente fala do inicio de tudo em Setembro. E eu, fiel adepta dos recomeços deste mês, não vou voltar a falar sobre tudo o que já li/o que vocês escreveram.
Pensava eu que era das poucas a gostar mais de Setembro do que Dezembro. Errado.
Novas caras nos blogues, novas marcas, novos posts, novo ânimo, novas dietas, novas casas, colecções novas, novos projectos, vejo de tudo. E fico feliz, fico mesmo muito feliz.
Por acaso não comprei, mas gosto das agendas que começam e acabam em Setembro. É um mês carregado de mixed feelings, não é? Porque se por um lado significa o fim das férias, por outro não significa o fim da praia.
Agora que penso nisso, também gosto de Setembro por estar associado ao inicio das aulas (e sim, também sei que muitos de vocês também acham isto) e aos cadernos novos (um dia escrevo-vos sobre a minha tara por cadernos que compro e acumulo sem escrever uma única palavra para não os estragar).
Mas, como disse, não falemos do significado do mês de Setembro para mim. Falemos antes sobre o significado de recomeçar.
Recomeçar é tornar a começar, e é isso que eu sinto sempre que chego aqui ao blog para escrever alguma coisa. Porque se passa tanto tempo entre cada post, perdem-se histórias que queria partilhar e não consigo. Então parece sempre que estou a recomeçar quando na verdade o meu desejo era continuar. Continuar pressupõe método, trabalho, resiliência. Continuar é seguir o caminho, o mesmo caminho, todos os dias. É caminhar na direcção certa. É prever temas, improvisar outros, escrever para não esquecer. É arranjar tempo. Não é fácil, não é mesmo nada fácil, e depois cai-se no recomeçar muitas vezes.
Façamos de Setembro o recomeço da escrita.
 
 


Sofia, 7 meses e 1 semana. 8,200grs. Já foi à praia, já come sopa, não gosta de fruta, grita muito para se fazer ouvir, já foi a Espanha e portou-se bem nas quase 7 horas de viagem. Está linda, o raio da miúda.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

férias, as primeiras este ano, as primeiras a 3

Agosto para mim é mês de férias. Sempre foi. Tento tirar sempre 3 semanas seguidas e tenho conseguido. Agosto para mim é mês de praia, bolas de berlim, corpo queimado pelo sol e pés descalços. Agosto para mim é mês de gelados, mês de fazer uma retrospectiva do que passou enquanto sinto a maresia na cara e as ondas frias nos pés. Agosto para mim é o fim de um ciclo, porque acredito sempre que Setembro é o início de outro.
 
Ainda não fazemos a mínima ideia do que vamos fazer. Não sabemos para onde ou quanto tempo. Sabemos que precisamos de uns dias de descanso (claro que com uma bebé de 5 meses e meio o descanso é relativo) mas também aí reside a experiência da viagem. Aprender a andar com ela, a perceber o seu comportamento. Sabemos que exige uma boa dose de calma. Mas também sabemos que as férias, estas férias, serão sempre as primeiras férias. Independentemente do sítio, o importante é estarmos os 3, embalados pela magia que a Sofia nos trouxe e pelas conquistas que todos os dias nos mostra. Sugestões, aceitam-se. De preferência em Portugal ou, vá, Espanha.