2016. 1 de Janeiro. Chuva, muita chuva e vento. Frio nem por
isso. Não saímos de casa, nem o pijama tiramos. Os 3, naquela casa que é tão
nossa, e que, este ano, vai deixar de ser. Confortável, acolhedora.
Falemos de 2015, antes de passarmos para 2016.
- Fevereiro. Nasceu a Sofia, bem no inicio do ano. Mudança
completa de vida, sem horários rígidos, sem grandes planos fixos. Aprendi a ter
ainda mais paciência. 4 meses inteirinhos com ela, as duas, naquele amor que só
quando se é mãe se conhece. Dias que não eram muito diferentes: mamar, dormir,
mudar a fralda…Mas também devorar com o olhar apaixonado aquela menina que é
nossa filha. Filha, eu ser mãe. O maior desafio de 2015.
- Julho. Regresso ao trabalho e ela fica ao cuidado do pai. Fabuloso
o pai. Cuidou, aprendeu, sofreu obviamente que ela quando chora chora a sério.
Foi uma excelente oportunidade de se conhecerem ainda mais. Os 2.
- Agosto. Viajamos juntos pela primeira vez. Passeamos pelas
Astúrias, andamos horas e horas de carro, e ela sempre impecável. Portou-se tão
bem, o raio da miúda.
- Outubro. O baptizado. Uma grande festa, num dia quente que
trouxe chuva através do vento. Uma cerimónia linda e os nossos amigos todos
juntos.
- Dezembro. O 1º Natal. Adora a árvore de Natal, não só a
nossa como todas as outras que facilmente encontra e aponta e grita ao jeito
dela e na única linguagem que sabe: “cá cá cá”. É Natal. O que ela quer dizer é
Natal.
2016, o que nos reservas? A Sofia faz 1 ano. Vamos para a
casa nova. E deixo a agenda em aberto para tudo o resto. Para todas as
surpresas, boas espero eu. Inspiro lentamente e, enquanto expiro peço a Deus
que nos continue a acompanhar no nosso caminho. Com fé, com muita fé.












