Já dizia o Tony Carreira :)
Com muito sol, o termómetro a marcar -3 graus que no Porto, boa comida e uns pais sempre de braços abertos para nos receber.
Cada vez dou mais valor aos lugares simples. E à comida simples. E às pessoas simples, sem vaidade ou conversa fiada.
É lá e no meio destas pessoas que vamos passar o nosso primeiro Natal juntos.
domingo, 15 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
OS AGITADORES DA SOCIEDADE
A falta de produtividade de algumas pessoas enerva-me e é coisa para me deixar com os nervos em franja durante algum tempo.
Enervam-me aquelas pessoas agitadoras da sociedade. Aquelas que nos enchem os ouvidos com discursos de não conformismo. Com discursos de revolta. Com discursos de que tudo está mal.
Mas depois, são aquelas pessoas que passam a manhã pelos corredores a contar as notícias más a toda a gente. São aquelas pessoas que às 11 da manhã ainda nem um único minuto trabalharam.
E eu fico a pensar que é por causa destas atitudes que isto não vai para a frente. Porque muitas vezes perdem tanto tempo a espalhar o mal, que se esquecem que está nas mãos delas o tentar fazer melhor.
Eu sei que as coisas não estão fáceis. Sei, apesar de felizmente não o sentir, que o desemprego atingiu níveis históricos, que as famílias são obrigadas a viver cada vez com menos.
Não quero, contudo, que isto seja um texto sobre a situação económica do país. Primeiro, porque eu não sou boa a falar sobre economia, e segundo porque o meu objectivo aqui é falar de coisas positivas e de pessoas que nos inspiram.
Eu considero-me uma pessoa positiva e não gosto de alimentar notícias tristes, histórias sem final feliz, pessoas que se queixam por tudo e por nada.
Gosto de lutar, talvez porque sempre fui habituada a lutar para ter alguma coisa. Gosto de objectivos. Tenho sonhos, muitos deles concretizáveis. E é por isso que continuo a sonhar e a não baixar os braços.
Gosto de ler boas notícias, e até acho que devia existir um canal de televisão sobre isso.
Gosto de pensar que o amanhã vai ser um bocadinho melhor. Mas somos nós que temos de contribuir para isso. Nós próprios, com as nossas acções, as nossas mãos, a nossa cabeça. E não esperar por promessas dos outros. Nem esperar que nos venham salvar quando nos atiramos para uma piscina sem saber nadar. Há que ter umas aulas antes, para a coisa não correr mal.
Todos os dias leio blogues (e como eu gosto de os ler) de pessoas que me inspiram. Pessoas que tentam passar para a prática os seus sonhos.
E é nestas pessoas que eu penso, sempre que as notícias sobre o nosso país parecem não ser as melhores.
A vocês, fazedores, sonhadores, impulsionadores de um mundo melhor, inspiradores, criadores, o meu muito obrigada. É de pessoas como vocês que Portugal precisa, que o mundo precisa.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
UM BOCADINHO MAIS DE ANDORINHA
A casa dos meus pais não era nada como é hoje. A casa de banho era fora de casa. Os animais viviam por baixo. Os porcos, as ovelhas, os coelhos, as galinhas. Havia também uma adega cheia de pipos e garrafões. E um lagar onde, também eu, cheguei a pisar o vinho. Havia uma arca velha cheia de revistas do Partido Socialista, que pertenciam ao meu avô.
A casa dos meus pais era a casa dos meus avós. E foi nesta casa que eu nasci e cresci.
Na cozinha a minha mãe pendurava os presuntos e os chouriços que fazia. Havia latas velhas e bonitas cheias de plantas de chás para tudo e mais alguma coisa. Havia pratos partidos e canecas todas diferentes. Havia canteiros de flores e vasos espalhados à volta da casa e nas varandas. Havia camas de ferro e quartos muito pequenos. Havia lençóis feitos e bordados pela minha avó nos longos períodos que passava sozinha, quando o marido e os filhos trabalhavam e dormiam no Porto e só íam a casa ao fim-de-semana. Havia uma lareira na cozinha com panelas pretas e de três pernas. Havia cheiro a café ao final da tarde e o som do terço no rádio antigo, todos os dias, sintonizado na Rádio Renascença. Havia broa caseira, daquela que a minha mãe fazia no forno. Havia cheiro a fumo na cozinha e os nossos olhinhos choravam e a minha mãe dizia: “vai apanhar ar lá fora”. Havia uma mesa na cozinha, grande, e bancos de madeira todos diferentes. Havia um avô, que a avó nunca conheci, infelizmente. Havia uma mãe, a minha, que tentava ser a melhor nora, a melhor esposa, a melhor mãe. Havia um pai que acordava todos os dias às 5h40 da manhã e regressava às 20h00 e muitas vezes não nos via. Havia duas crianças felizes, eu e o meu irmão.
E havia ninhos de andorinhas debaixo da casa, nas traves de madeira que seguravam o 1º andar.
As andorinhas sempre fizeram parte de mim. Porque me lembram a infância feliz que tive. E lembram-me quando me colocava em cima de um escadote para ver com os próprios olhos os ovos. E vi nascer muitas andorinhas. Vi nascer, vi morrer, vi partir, vi voltar a aparecer lá em casa.
Por isso tenho tatuado em mim uma andorinha. E por isso este blogue tem também o nome de andorinha. Boa Boa porque eu sou do Porto e tenho orgulho na nossa pronúncia.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
A FAMÍLIA COMBINA SEMPRE COM TUDO
A blogosfera é mesmo um lugar interessante.
Aqui, partilhamos a nossa vida; as nossas desilusões; os nossos desabafos; a comida que fazemos; os suspiros; as fotografias que tiramos; as viagens que fazemos.
Aqui, ficamos a saber as tristezas; os nascimentos; os acontecimentos da vida.
Aqui, apoiamo-nos, mesmo sem conhecermos quem está do outro lado e tentamos obter e fazer sorrisos.
Aqui, ficamos a saber sobre casamentos, nascimentos de filhos e, infelizmente, também da sua perda.
Lia, há minutos atrás, sobre isso mesmo. Sobre alguém que sigo porque gosto do que escreve e a quem a vida simplesmente lhe tirou um filho.
E fiquei triste. Mesmo não conhecendo a pessoa, fiquei triste.
E isto levou-me a pensar na extraordinária capacidade da blogosfera, que nos leva a querer apoiar, mesmo sem conhecendo. Que nos leva a rezar um pequena oração, mesmo quando não somos muito crentes. Que nos faz pensar sobre a vida e sobre o que andamos aqui a fazer. E, principalmente, naquilo que queremos ainda fazer.
E chego à conclusão que é bom estar aqui. Escrevendo muito ou escrevendo pouco, é bom ter-vos desse lado, mesmo não conhecendo os vossos rostos.
E é bom ter este espaço, este “nosso diário”, esta “nossa partilha”.
Mas também acontece eu ficar feliz, muito feliz. Quando sei que um negócio deu certo. Quando leio sobre alegria. Quando ouço atentamente as conversas sobre as traquinices dos filhos (dos outros, que eu ainda não tenho). Quando ouço histórias de família felizes e com defeitos (para mim, estas são as famílias reais).
Por isso considero que somos todos uma família. Uma grande família, daquelas que se apoiam e nos dizem que está mal, quando estamos mesmo a fazer mal.
Ouvi algures que a família combina sempre com tudo. E achei bonita esta frase. Vocês são a minha família! A família da blogosfera...
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
[O MELHOR DO MEU DIA] A MANHÃ
É bom acordar assim cedo, ainda a casa estava escura. E mesmo quando abri as janelas, com muito cuidado para não te acordar, o que entrava na cozinha ainda era a noite.
Tomar o pequeno-almoço. Tomar banho. Preparar-me para mais um dia de trabalho. Este é bom, é sexta.
Despedir-me de ti com beijinhos doces, na tua face tão quentinha. Deixar-te um post it na caneca do pequeno-almoço com um “Bom dia”!
Esperar que o leias e que sorrias e que te lembres de mim.
Sair, olhar para o sol que já tinha entretanto nascido e agradecer. Agradecer pela vida. Agradecer por este inicio de dia tão bom.
Sentir a correria do dia. As primeiras pessoas na rua. Agasalhadas, muito agasalhadas que o frio entranha-se no corpo.
Chegar ao escritório e ser a primeira a ligar as luzes.
Ir buscar um café, que isto só começa a sério com uma dose de cafeína. E respirar. Respirar.
Bom dia a todos. Boa sexta!
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
OH HONEY
Chegar do almoço. abrir um pouco mais os estores para deixar o sol entrar e aquecer esta tarde de segunda. começar a pensar/preparar um texto sobre este ano que quase termina. pensar nos planos que tenho/temos para 2014. alinhavar assuntos que esta semana é bastante preenchida. ir buscar uma caneca de chá verde bem quentinho. aquecer as mãos na caneca. e depois, depois ouvir pela primeira vez os "Oh Honey". Nada podia ser melhor para este início de tarde frio. O Fred já eu conheço, ao vivo e a cores. A Raquel ainda não, mas cheira-me que estará para breve. Da banda conheço apenas esta música, mas creio que muito sucesso irão ter, estes "meus amigos" do Porto.
Que a vossa tarde seja assim honey, e tão bem passada como a minha. Afinal as segundas-feiras não têm de ser sempre aborrecidas e chatas e cheias de "taus" e maus humores.
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